quando dois desassossegos se juntam

Estava há minha espera na prateleira há muitos meses. Há tantos que lhes tinha perdido a conta, sei apenas que foram o Carlos e a Rita quem mo ofereceu, e que o título me impunha respeito. Mais que isso, que caraças, o título provocava um ligeiro medo nesta minha imaginação que cavalga quando menos espero. Um medo semelhante ao que se sente como quando se passa todos os dias por uma janela que se fantasia demasiado escura, e se desvia o olhar.

Foi por causa de outra paixão que não a da leitura que este livro saltou da prateleira. Era-só-o-que-me-faltava-não-ser-capaz-de-o-ler-agora-que-ainda-estou-mais-curiosa. Esse foi o raciocínio (deveras) fácil. A realidade é que o meu desassossego, o meu gostar do desassossego que me desassossega a vida e me alegra a existência, o meu perder do receio deste desassossego como as serpentes perdem as peles secas e velhas que não servem para mais nada , foi o que me fez querer saber deste desassossego de outrem, desse a quem todos chamamos… Pessoa.

Comecei ontem a ler o desassossego dele e corro sérios riscos de não parar. Só Deus sabe que efeitos secundários poderão daqui advir. Não penso nisso, não vale a pena.

Obrigada, Rita. Obrigada, Carlos.

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