crónicas do jardim V (or in a galaxy far, far away…)

O amigo belga entrou na estrada de terra com a mota levantando nuvens de pó. Seguimo-lo debaixo do céu estrelado onde não havia Lua.

No meio do nada, com casas esparsas do lado esquerdo e a praia escondida do lado direito, estacou, era O sítio.

Desligámos as luzes. O rapaz-homem saiu do automóvel, montou o telescópio e fez-nos aprender o lugar d’As Perseides. Ligou o computador e com a paciência que tem do tamanho do corpo, foi pescrutando, observando. Do lado de fora da lente, alguns contávamos as estrelas cadentes.

De súbito, exclamou.

Um a um, todos vimos, nítida, a galáxia bem, bem longe e ainda mais longe de ser apenas ficção : Andrómeda.

Era a última noite. Para ele, a primeira de um universo de muitas.

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