menos um, mais um.

Mentalmente, os dias sucedem-se como riscos verticais numa parede, em grupos de cinco. O mais engraçado é que à ideia do ‘menos um, menos um, menos um’, adere a sensação de ‘mais um, mais um, mais um’. Os primeiros simbolizam o encurtar de uma distância matemática das férias. Os segundos retratam de forma fiel, sem utilização de quaisquer metáforas e as fantasias relegadas para segundo plano, o auto-reforço de dias aproveitados, sugados até ao tutano, cada segundo explorado até precisar do repouso-de-criança-que-adormece-de-cabeça-a-cheirar-a-água-de-colónia-sobre-o-prato-do-jantar.

O que isto quer dizer é que dentro de uma semana partirei na ânsia de me abandonar ao vício das histórias dos outros e com  o brilho daquilo que fermenta cá dentro. Que colocarei o despertador na solitária mas todos os dias esfregarei a pele para que absorva tudo o que me beliscar a curiosidade (apenas isso). O que isto quer dizer é que daqui a nada, daqui a menos um dia, partirei exausta mas não dobrada. Assim se faz mais um dia.

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