abandonar-se. do verbo deixar-se-ir.

Às vezes tenho saudades de uma certa forma de abandono do mundo real.

Aquele do ‘que se lixe o parvalhão do gelado que acabou no chão, a amiga que me roubou os bilhetes do amor platónico, a saia que acabou rasgada na correria para o Liceu, o castigo injusto dos pais’. O do aparvalhamento sem misericórdia que toma o nome intelectualóide da contemplação avassaladora, o olhar perdido (a raiar o idiota) num infinito qualquer porque a vida chega a ser pirosa de tão bonita. O dos verões preguiçosos onde sobram as horas a não ser para namorar.

Abandonar-se ou deixar-se-ir. Mais dois verbos* que têm apenas um significado: a-liberdade-que-tanto-prezo.

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* perdoem-me os puristas mas, aqui, eu invento o que quiser.

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