sigh

I am an incurable romantic.

Maybe not very easy to be with.

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3 thoughts on “sigh

  1. Não me resigno.
    Não me resigno.
    Mais digo que não me resigno.
    Ter o destino de ficar parado,
    Isolado do mundo pela perda da razão,
    Pela perda progressiva do espírito,
    De alguma imaginação, de alguma originalidade do que escrevo,
    Sou o leão jovem, com uma perna partida pela marrada dum búfalo
    Que não se pode alimentar e se vê rodeado pelos mabecos e pelas hienas
    Como eu não posso alimentar o espírito e me vejo rodeado pelas dúvidas
    Que pouco a pouco se aproximam e me ofuscam a mente
    São as hienas e os mabecos que pouco a pouco se aproxiemam e ferrar-me o dente
    São as ausências de ideias e de pensamentos
    Que me levam pouco a pouco à escuridão
    Sinto-me, nessas inceertezas, como aquele leão jovem
    Que sente a força mas já não tem a perna
    Sinto no meu espérito que o que mais me agrada, escrever,
    Não se livra dessa hiena que é o tempo,
    Tempo que espera paciente
    Que se desvaneça o meu espírito,
    Que se atene a minha vontade, o meu desejo de escrever
    Que desparareça a habilidade de entrar no emaranhado das palavras
    Das ideias, dos relâmpagos originais do pensamentos
    Da serenidade duma fresca poesia
    Dos sorrisos da minha fantasia.
    Não me resigno.

      • querida, porque me parece que é o modo mais prático de o colocar à tua vista. Como este outro que irá para o livro
        Morrendo, beijando-me a mão

        Vejo a vela.
        Ora sossega,
        Ora tremeluz ,
        Ora se eleva,
        Ora se reduz.
        Pára, num torpor suave,
        Começam aa imagens,
        Primeiro, traços caóticos
        Que, se arredondam
        Contornos suaves,
        Nuvens brancas, rosadas
        Num pôr de Sol,
        Sinto brisa na face,
        Vejo nuvens adensarem-se,
        Tomam a forma dum animal,
        Parece, é, o cãozito de quatro meses
        Que me morreu nos braços,
        Beijando a mão que o segurava.
        Enquanto morria,
        Na sua agonia
        Vem a tristeza,
        Passa a imagem,
        Abro os olhos,
        Apago a vela.

        Um abraço, prometo não mais abusar.

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