a imortalidade de uma avó

Digo sempre que vou adorar ser avó.

As avós ensinam muitas coisas e eu tenho a sorte de poder dar aos meus filhos pelo menos duas que são referências de peso.
São avós boas, daquelas que estão sempre presentes, que não cobram mas sempre se lembram de qualquer motivo para dar os parabéns; as que recebem os netos com um cheirinho bom a bolo acabado de cozer, que ensinam o que sabem e por vezes engolem o que também a vida lhes ensinou porque respeitam o tempo dos netos e a função dos pais.
Avós que esquecem as dores dos anos de vida e ainda brincam de gatas, oferecem gargalhadas sonoras, põem água na fervura de progenitores zangados e por vezes os substituem na perfeição, sempre com um sorriso.
Avós que contam histórias e, sim, por vezes as repetem, mas que ao fazê-lo, perpetuam a memória de uma família, de uma cultura, trazendo uma fantasia que não se encontra em mais lado nenhum.

Eu não tive a sorte de conviver com as minhas muito tempo ou muito de perto. No entanto, sei que tenho lembranças incrivelmente gratas da minha infância que se devem a uma delas. O calor do chocolate quente pela manhã, a alegria dos Natais, os passeios numa cidade cheia de neve no Inverno onde não faltavam umas mãos sardentas para me aquecer a cara.

Estas avós ficam para o resto da vida. São imortais.

Digo sempre que vou adorar ser avó.
Só espero ter a inteligência de aprender, e a mesma capacidade de guardar amor para dar a quem menos me vai pertencer.

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