a inutilidade de uma frase

A semana não começa da melhor forma. A mulher respira fundo, faz a lista daquilo que a assusta como forma de encarar-de-frente e depois repete a frase que não serve para grande coisa: melhores dias virão. Repete-a com um propósito: rir-se da sua inutilidade, em vez de se enervar com quem a diz. Agora compreende que as palavras da frase são entendidas como bengalas de consolo a outrem; assim, incomodam-na menos. Pelo menos já consegue rir-se: que raios, a melhoria dos dias apenas depende, na sua grande maioria, de si mesma. A parte que não depende dela é algo que não controla e por isso, mais uma vez, inútil no esforço de uma segurança etérea e imprevisível.

Listas do encara-de-frente e o desperdício de tempo com frases que espelham o  imprevisível. Algumas das grandes evoluções deste seu enorme ano de dois mil e catorze.

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