incómodos de crescimento

 

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A mulher agarra nos lápis e escreve uma parte da vida, a que quer e deseja para si e para os que, como diz outra mulher que aprecia muito, têm o seu coração.

Depois escolhe a tesoura e recorta. Recorta o que é supérfluo, o que não faz bem, os erros de persistência estúpida que multiplicam caminhos que não levam a lugar algum.

Finalmente visita o dicionário e repete para si palavras sobejamente conhecidas que cada vez lhe custam menos dizer. A mulher descobriu o alívio e o poder que estão contidos em palavras muito curtas, antes vistas como fazedoras de gelo e anti-corpos entre os humanos.

Os meses de Setembro são de certa maneira recomeços de vida para ela. Olhando para trás, ela que é demasiado visual, quase consegue ver como cresceu. 

Agora descreve isso como os seus incómodos de crescimento.

(Graffitti de PEJAC)

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