crónicas da pedralva II (ou a mulher que deitava a língua de fora*)

Uma mulher entra no restaurante da aldeia. De forma educada, pede os pratos mais caros da lista, uma garrafa de vinho igualmente dispendiosa. Não conseguindo acabar a refeição, pede para guardarem o que resta numa caixa. Os empregados obedecem e entregam os restos numa caixa envolta num saco de plástico. Com todo o desplante, a mulher pega no saco e sai. Sem pagar.

Os empregados avisam o gerente, este segue para a rua e chama a mulher.

Sem pressa, ela continua o seu caminho.

O responsável avisa a polícia, dizem-lhe que estão longe mas que assim que possam seguirão para lá.

A mulher afasta-se cada vez mais. Desesperado com a resposta da polícia, o gerente resolve segui-la.

Vai chamando por ela ao longo da estrada.

Como única resposta, a mulher olha para trás e deita-lhe a língua de fora, vezes sucessivas.

Assim foi até Aljezur, local onde a polícia diz que já nada pode fazer por estar fora da sua ‘jurisdição’.

(* Esta história que indicia que talvez vivamos em estados americanos passou-se na realidade na Aldeia da Pedralva. Até hoje chamavam-lhe a história d’A mulher que foge. O novo título é da minha inteira responsabilidade, defeitos antigos de uma profissão com mais de vinte anos)

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