música

Os sons e os tons de algumas vozes entram pelos meus ouvidos adentro, sem que eu decida; entranham-se-me pela pele e na pele ficam, ali sem que eu tenha mão na decisão de quando devem ir-se embora (por vezes nunca vão), abanam os vasos ou outros vasos que não sei o que são, vibram tudo por dentro, fazem-me chorar, provocam-me enjoos, evocam memórias, fazem medo ou felicidade descontrolada, disparam imagens em câmara lenta que nunca antes vi, emoções em movimento demasiado rápido, impossíveis de controlar, flutuações que me separam do real.

Percebes um bocadinho melhor agora?

Não sei o que isto é, não sei sequer se explico bem ou se dou sequer um bocadinho da plenitude de tudo, acho que não, não sei como lá chego, de como lá saio, apenas sei que sinto assim, violento.

E quando se liga ao que escrevo, toma umas proporções que, essas, ficam por aqui. Essas consigo ainda menos descrever por palavras. Como agora. Como a música estranha de um certo compositor húngaro, apenas contada numa história bizarra que escrevi.

Percebes melhor agora? 

Só queria partilhar beleza.

 

Advertisements

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s