bilhete para viagem interior

Não é fácil voltar de uma viagem. Nada mesmo.

Li algures um texto de alguém que dizia que as viagens são sempre travessias interiores, sobretudo quanto maior é a distância (física ou ao nível dos estímulos) da nossa zona habitual.

Esta última que fiz foi tudo isso e talvez algo mais do qual ainda não tenha consciência plena. O mais curioso são as imagens e sobretudo as frases. Guardei duas que acho que vão ficar comigo para o resto da vida, porque me descrevem e porque revelam o quanto alguém me conhece bem ao ponto de sintetizar um lado de mim (talvez o mais incómodo para quem prive comigo):

Tu não te acomodas, incomodas-te.

És a pessoa com mais capacidade de adaptação à mudança que conheço; tudo na tua vida pode estar a mudar, mudas de casa, trazes as crianças, mudas de vida, mudas de registo, vives com mudanças permanentes, algumas que trariam a maior das inseguranças a outros, mas tu leva-las sempre com um sorriso, como se nada pesasse, com leveza.

Esta grande amiga não sabe o quanto me ajudou. Estas frases descrevem e justificam os meus ‘incómodos’, as minhas mudanças naturais. Ajudam imenso a compreender a sensação de estranheza que por vezes sinto e compreender, para mim, é fundamental.

Quando compreendo, aquieto-me, fico serena. Talvez seja um dos únicos segredos para me conseguir.

 

(Obrigada querida amiga, tu sabes que este texto é para ti.)

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