rebirth?

Dói o pescoço. Doem as costas. O corpo grita que precisa de ser limpo. A cabeça voa para demasiados lados, fazendo perguntas, procurando, ávida. O coração reage com demasiada frequência, estendendo fios, cortando outros, demasiado clarividente, por vezes.

O comportamento é fazer listas imaginárias. Do que nunca mais se quer. Do que se deseja. Do que se ambiciona, mesmo que não seja o normal, o mais comum, o expectável. Aliás, essa palavra, expectável, faz parte de outra lista de palavras indesejáveis.

Dizem uns que é crescimento. Outros, o renascimento que corresponde ao finalizar do ciclo representado pelos quarenta e nove anos.

Não faz a menor ideia mas gosta desta última ideia.

Gosta de pensar que todas estas dores são afinal dores de parto, que só falta mais um bocadinho, porventura mais uma estalada, mesmo que custe, depois passa; o importante é que depois, renascerá.

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