quebra

É como se estivesses a dormir, disse, como se fizesses shut down e ficasses isolada do ruído em redor, escutando apenas as vozes de dentro.

Talvez tivesse razão. Era demasiado caos à sua volta, demasiada confusão, deveres e fazeres, responsabilidades, pessoas que sem ser por mal (algumas) desejavam opinar ou gerir a sua vida.

Tudo o resto ficava mais longe e esse resto era mesmo o que mais importava.

A mulher procurou o brilho num momento de uma agenda virtual. Imaginou que segurava um lápis e reservava esse momento como sempre fazia para o que era relevante, traçando um risco obliquo de um extremo ao outro. 

Até poderia rasgar o papel, se necessário fosse.

Podia mesmo.

Quem sabe se não poderia ser esse o começo.

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