nas mãos

A mulher tem mãos grandes, um tudo nada demasiado compridas.

Em dias como este, as mãos estão inquietas.

Precisam de segurar e abraçar, os dedos esguios quase não tocando a superfície, em pequenos toques macios que são a antítese do verbo agarrar mas a plenitude do verbo dar.

A mulher segura os dedos, esconde as mãos nas mangas. Nas extremidades, a pele vibra, furiosa.

Easy, now.

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