dia de calma

Os textos espalham-se pelo écran.

Alguém passa pela sala, sorri e diz

Estamos silenciosas, hoje. E com aquele cabelo. Dia de leituras?

A mulher sai do limbo estranho e diz

Dia de calma, sim. O primeiro de há muito tempo.

A outra pessoa responde

Ficas sempre despenteada nestes dias. Calma…?! Engraçada, essa tua calma.

Os passos abandonam a sala. Ela, o cão e os textos, de novo. 

O alheamento regressa enquanto ela afoga a sofreguidão. As mãos enrolam fios, empurram outros, prendem alguns. Os cabelos reagem, ela perde de novo a consciência.

Dia de calma para ela, sim.

 

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