ensaio da perda de gás

Apetecia-me, pois. Senti a falta e apetecia-me dizê-la, como cada vez mais digo o que se aproxima da minha garganta. Graças a Deus. Com o passar dos anos, estou-me cada vez mais nas tintas, sabes? A minha expressão grita quando eu gosto, a beleza distrái-me e morde a minha curiosidade, a inteligência alimentada, agarra-me num abraço poderoso. Mas é uma merda porque não deixa de ser voraz. Sou exigente, sou, e cada vez tenho menos receio de o dizer sem pudor. Não gosto nem quero a vida pequenina, porque-sim, porque do-mal-o-menos. Detesto testes e provas, se for preciso eu jogo e gosto, agora nunca jogos inconsequentes, os joguinhos quase-adolescentes do esticar para ver se parte. Percebes o que digo? Não, pois não, é normal. Queria dizer-te a falta e não consegui. Fiquei sem gás.

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