um dia como outro qualquer

A mulher desceu as ruas a caminho do rio. No passeio, observava, como sempre, mil olhos procurando acasos, cenas invulgares, gestos especiais ou bonitos na trivialidade de um dia como outro qualquer.
Um casal de estrangeiros apaixonados que sorri quando espera pelo completar da fotografia.
Uma mulher que atravessa a rua com uma cabeça de manequim nas mãos.
A loja de chocolates desconhecida.
A galeria de arte antiga com fotografias de absurdo na montra.
A escola de escrita num novo lugar.
Um pub deslocado de tempo, de britânicos.
E o vento, aquele vento, impaciente como ela era por vezes, que lhe provocava dores de cabeça pela inquietação, pela vontade de fazer mais, escrever mais. 
Eram demasiadas as histórias que espreitavam.
A mulher acelerou o passo.
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