relva fresca

A mulher riu. Riu até doer a pele da cara, riu até as lágrimas caírem, sem vergonha, arrastando tudo na passagem. Quando se ria assim, sabia a partida de crianças, ao cheiro da relva fresca recém-cortada, a gelado de limão com champagne, a dedos que tiram bocados de mousse de chocolate em segredo, ao riso dobrado de um bebé. Rir-se desta forma, pensou ela, era voltar de novo á sua essência, à sua verdade descontraída e virada para fora, aberta ao mundo. Numa segunda-feira e na primeira segunda-feira de trabalho depois de férias, era uma dádiva. Sorte era isto mesmo. A mulher não encontrou palavras suficientes para agradecer mas descansou; sabia que a sua gratidão não precisaria disso para ser compreendida.
Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s