diário de bordo – papoila

Na praia soprava uma brisa, como todas, querendo ser suave e temperando o calor. O mar, em vagas pacíficas e largas, chamava. A mulher deixou-se estar, imaginando, a água tinha sempre nela um efeito poderoso. Uma onda, depois outra e mais outra. Deu por ela a mergulhar de corrida, sorrindo, como se tivesse menos trinta anos e a vida fosse mais ligeira. Esqueceu tudo e deixou-se voar por momentos cheios de palavras doces e gentis que denunciavam o despertar pelo que há muito ansiava. Dentro de água, uma papoila imaginária flutuou e quis beijá-la de forma delicada. A mulher fechou os olhos e ofereceu-lhe a sua pele macia.
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