por incrível que possa parecer

As quatro amigas juntaram-se no restaurante, trocando abraços e alegria de se ver. Pediram quatro gins diferentes, todos pintados com frutas, especiarias e água tónica de borbulhas micronésimas, como as do melhor champagne. Pediram petiscos do hemisfério Norte e do hemisfério Sul e, entre pratos, cigarros e risos, trocaram cerca de trezentos minutos de conversa. Por incrível que possa parecer, não saíram do restaurante e o resto do mundo quase desapareceu, a  não ser o mundo delas, partilhado em alguns momentos com humor, noutros com seriedade. É difícil crer que não precisem de ir beber copos a outro sítio, não precisem de ver gente, inebriar-se mais um pouco. O facto é que não precisam mesmo, basta-lhes aquilo que aprendem umas com as outras, nem que seja por uma expressão mordaz, ou um nome ridículo que arranca uma gargalhada e se mantém como mote para o resto da noite.

Graças a isso, hoje a mulher tem aquela moinha no estômago e pouca vontade de falar. No entanto, não se queixa, apenas aplica à circunstância a frase feita do há males que vêm por bem; é o caso.

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