quando o corpo existe

A dor é fininha. Como uma agulha que carregasse uma linha, vai cosendo a dor, do ombro á nuca, da nuca ao centro das costas. O corpo defende-se: outra agulha surge e repuxa o trabalho da primeira; a dor clona-se e uma outra dor, matreira, espicaça o braço oposto, o ombro do outro lado e martela a cabeça. Tesouras e caixas de costura precisam-se, para ver se aquelas danadas têm descanso.
Que bom é quando andamos dentro do corpo sem dar por ele.
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