demasiado adulta

A luz era de Primavera, a hora, ainda estranha, o tempo parecia marcar outra cronologia que não a que estava a viver. A mulher via as notícias da sua vida passando diante dos seus olhos do coração, dois amigos que partiam para outra cidade em busca de um futuro melhor, outros que perdiam os pais num intervalo demasiado curto, como sempre era o da morte, decisões de vida que se tornavam necessárias… Sentiu-se demasiado adulta. Aqueles eram os episódios que ouvia contar aos crescidos quando tinha a idade dos seus filhos; eram isso mesmo, episódios, porque, naquele tempo, e com as certezas da juventude, pareciam apenas histórias que não lhe caberia em sorte viver. A mulher ficou nostálgica. Pouco mais havia a fazer. O dia seguinte poderia ser um bom dia para mudar um pouco da sua história, nem que fosse apenas um pouco.
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