a plasticina do tempo

A mulher correu, correu, correu. As meias horas esticaram como se fossem dias, teve tempo para tudo, para o trabalho, para os carinhos, para voltar a correr, para novos mimos, teve tempo para se irritar ao telefone, para se desirritar e regressar ao normal, para receber uma flor, dar conselhos e receber, sorrir, rir, e ainda alegrar-se com uma suposta chegada da Primavera.
Tinha sido um dia estranhamente comprido e agradável. O tempo, qual plasticina, tinha-se curvado, distendido e moldado exactamente à medida do dia que ela precisara. 
Agradeceu.
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