a importância dos finais

Um dos maiores prazeres de um fim de semana longo é entregar-me à leitura das palavras que formam as histórias que nasceram da cabeça de outrem.
Assim foi nos quatro dias do feriado; entre um pouco de chuva, paisagens desconhecidas e a companhia da família, entrei de cabeça na Ferrugem Americana de Philipp Meyer. Uma história triste, muito triste mesmo, talvez um pouco longe do que eu precisava nesses dias. Mas, como diz a minha amiga Patrícia, por vezes é bom sair da velha zona de conforto. Mergulhei nas páginas, como sempre envolvi-me demasiado na trama, ficando melancólica, por vezes algo deprimida com a (má) sorte dos personagens. O livro vai num crescendo dramático que por vezes lembra as obras mais pungentes de Steinbeck. Ao chegar perto do fim, estava sem fôlego, receando pelo destino de todos aqueles que sempre imagino com demasiada realidade. Contudo, confesso que o final me desconcertou. Pareceu-me um pouco à pressa, resolvido demasiado rápido, quase demasiado happy ending (se é que se pode classificar assim) para um desespero tão longo. Quem sou eu para opinar? Ninguém. Mas foi o que senti. Ao contrário do que imaginava, não será um dos meus livros de 2012. Os finais são tão importantes como os princípios, na minha óptica. Fico defraudada quando uma obra me agarra pelos colarinhos e depois me larga num beijo rápido e sensaborão.
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