o sinal

Deu de si no fim de semana e disse que não aguentava mais. Obrigou-a a deitar-se e a deitar cá para fora semanas com dias na tensão superiores a vinte e quatro horas. Fê-la vergar e admitir que precisava de restabelecer melhor as forças e o equilíbrio. Ela cedeu porque não havia outro remédio. A semana recomeçou e a adrenalina ganhou um pouco de terreno. Mas ele não está para isso porque o seu único fito é preservá-la, à mulher, e por isso agora não deixa que a adrenalina vença como vence tantas vezes. Hoje à noite deu-lhe o sinal da ansiedade e da insónia, conseguindo que ela se agitasse e entrasse no segundo dia, exausta. 
O corpo, quando sabe que tem razão, não desiste. Assustada, a mulher, hoje, vai dar-lhe mais atenção.
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