uma vez por outra

Perto das sete da tarde, a mulher verificou o email e ficou farta de se sentir impotente e incapaz. Era difícil manter o elástico sob tensão exterior durante demasiado tempo. Compreendendo que não aguentava mais, a mulher baixou os braços e desistiu. Afinal, também tinha direito, uma vez por outra até podia ser. E aquilo que ela não queria mesmo e jurara para nunca mais, era sentir o pânico que em tempos sentira ou angustiar-se com a velha conhecida culpa injustificada. Alguém a ajudara a ter como objectivo aspirá-la da sua vida para sempre. Isso, nem que fosse apenas isso, ela ia cumprir. Desistir podia perfeitamente fazer parte da equação. Sobretudo da equação humana.
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