quando importa, não se deixa para amanhã

A mulher começou o dia a desfazer um mau sabor de boca, um final de semana que não tinha sido grato, a incerteza a pairar-lhe na mente e sobretudo no coração. A questão era exactamente essa, quando os maus sabores de boca metafóricos perfuravam o coração, por pequenos que fossem. Era sinal de que quem os produzira (com intenção ou sem ela) era alguém que importava, alguém que merecia o seu respeito, a sua consideração, acima de tudo a sua estima, porque os outros dois critérios sentia-os ela por vezes por outras pessoas sem contudo as estimar. O verbo fazia a diferença entre o importar-se ou ou não se importar ao ponto de as transformar em seres transparentes. Não era esse o caso e por isso não perdeu tempo, investiu, deu voz à amargura, deixou sair o incómodo. Valeu a pena. A mulher que ela estimava comportou-se à altura, resolveram o assunto sem medos nem rodeios, deram um abraço como as mulheres que se respeitam e se apreciam sabem dar, e voltaram ao trabalho que faziam juntas. Ao final do dia não sobrava mais nada. Apenas uma alegria no coração. Uma enorme alegria cheia de doçura.
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