semana-bomba


Olhando para trás, a mulher achou que poderia classificar a semana como semana-bomba. À excepção de um, não houvera dia sem pelo menos uma surpresa chata e quase todos tinham arrastado consigo as surpresas mais desagradáveis do país, escalpelizadas por todos os lados e por isso vezes sem conta repetidas na memória. A mulher disse para consigo que também poderia classificá-la com todo o vernáculo do dicionário; isso serviria de descontrator, se é que a palavra existia, e talvez fosse melhor do ponto de vista psicológico. Pegou então na caneta com a tinta mais permanente e escreveu nos espaços livres da agenda todas as palavras que lhe vinham à mente para insultar a semana. Quando acabou sentia-se mais levezinha. Não resolvera nada, é certo, mas a sensação era de que agora podia começar uma nova semana (quase) sem lastro.

(o grafitti maravilhoso é de DOLK)
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