a vespa

A criança entrou no seu terceiro dia de adaptação à Escola-Nova de sorriso na cara e asas nos pés. Descansado, o meu coração levou-me ao café do colégio para uma conversa breve, no tempo que me restava até ir buscar o miúdo. No regresso à sala de aula ouvi um choro estridente e bem conhecido: o meu filho chorava como se não houvesse ontem, nem hoje e muito menos amanhã. A razão não era a escola mas sim uma picada de vespa que ele não deixara tratar e que então devia doer como os infernos. Levei-o para casa com ambos os corações destroçados: o dele pela injustiça e incompreensão, o meu pela chatice de ter que ser mãe forte e obrigar uma mão pequenina a um tratamento quando o que apetece é ser solidária no choro e matar todas as vespas do mundo. Agora rezo para que a Escola-Nova não seja durante uns tempos a Escola-Detestada. Assuntos prosaicos da vida? Claro que sim. Mas lá que doem como o caraças, lá isso doem. E não há tempo, filhos mais velhos ou experiência que os façam passar.
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