leituras de verão IV

A Fera na Selva, a novela de Henry James que li ontem num sopro, é irritante. Irritante porque nos incomoda, irritante porque faz sentido, seja qual for a época. Uma história simples, conduz-nos à constatação de quantos de nós não vivem esta vida porque simplesmente não se permitem senti-la. Em permanente defesa, fechados nos seus casulos, separam-se da existência e, ao fazê-lo, erram por ela. Perturbador, este livro ameaça: afinal, será que todos não deixamos de viver por um momento que seja? A guardar na mesa de cabeceira, como forma de prevenção e retorno.
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