leituras de verão II

Serra Morena. Um ráio esturrica o casal, em luz e carne. Os filhos ficam orfãos, com destinos diferentes. Antônio, o menino que não cresce. Nico, o patriarca engolido por um bule de café. Júlia, a menina em fuga permanente. Um lugar onde as sombras da terra e da água convivem. Onde a morte e a vida são o mesmo mundo. Um poema seco à humanidade de cada um de nós.

Assim é descrito na contracapa o livro Os Malaquias. Se o resumo espicaça curiosidade, a história, pejada de originalidade e de um ritmo vigoroso, impede refrear a cadência da leitura, abrindo-se numa voragem incessante que não pemite uma paragem sequer. Talvez uma das melhores obras que li este ano, pela diferença, pela beleza das imagens, pela coragem em sair do esterótipo ou do ‘permitido’ na literatura. Este é o género de ousadia de escrita ao qual eu adoraria chegar.

(obrigada, Bé!)
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