supernova


A mulher esperou por ele em casa, no sossego, sem vontade de ruído ou nenhuma gente.
Dois mil e doze chegou em velocidade de supernova. E como numa supernova, mudará o mundo e a vida no completar de um ciclo iniciado há menos de meia dúzia de anos atrás. O mundo acabará, tal como diziam os Maias. Mas não como o interpretavam os cristãos, demasiado rápidos nas traduções à letra de profecias consideradas pagãs por não serem da mesma cor. O mundo tal como o conhecemos em hábitos, costumes, usuras, desperdício e ausência de valores, vai finalmente acabar. ‘Que querem que vos diga, pela minha parte fico feliz’. Procurou o seu caderno de vida, escolheu uma caneta e esperou pelo dia seguinte para escrever a maneira como acreditava que iria construir um novo ano, uma nova vida.

(a foto, linda, é da Mónica Mosqueira do Amaral)
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