anjo da guiné

Lembro-me dele na pista do Plateau. Altíssimo, elegantíssimo, de guarda-chuva aberto, dançando as últimas notas da noite já madrugada. Ao lado dele não parecíamos saber dançar porque o Zé não dançava, voava nos pés.
O Rui Pregal da Cunha escreveu hoje o seguinte na sua página do Facebook:
“Na próxima 6ª feira várias famílias (daquelas que fazem pedidos) juntam-se em solidariedade com o Zé da Guiné. Para quem não o conhece ele é um dos mais carismáticos personagens da noite lisboeta. Mas mesmo doente e fraco ele ainda sorri quando nos vê, nessa jovialidade que ele passou para todos os que se cruzaram com ele nestes últimos 30 anos. No dia 29, no Maxime, um programa de luxo. Apareçam ou contribuam para o NIB dele. Melhor, façam as duas coisas”
A quem me lê, eu repito o pedido do Rui: venham, contribuam ou, melhor, façam as duas coisas. Existem anjos na terra e sempre que nos apercebemos da sua existência o mínimo que podemos fazer é consertar-lhes as asas.

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