Desculpa esfarrapada

Hoje, acabei a tua compota. Eu sei que os portugueses dizem “doce” mas eu habituei-me a chamar-lhes compotas, a minha infância deu-lhes esse nome. Soa melhor, soa mais diferente, algo mais espesso, que fica na língua e no palato e perdura na memória de um dia. Doce é curto, demasiado rápido.

Ofereceste-me um frasco de abóbora, feito por ti. Acabei-o hoje, fazendo como as crianças, rapando o vidro, lambendo os dedos e a colher. Já tenho saudades de ter outro em casa. Mas tudo isto é uma desculpa esfarrapada porque de quem tenho mesmo saudades é de ti, querida amiga.
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