Cacimbo

A humidade sente-se na ponta dos dedos, pesa no ar como se gotas gigantes pouco imaginárias pousassem sobre a pele.

Pouco a pouco, os trovões fazem-se sentir, primeiro ao longe, depois bem perto, ameaçando tempestade.
As gotas resolvem tornar-se visíveis e caem sobre a terra sem pedir licença. Apetece dançar lá fora, ficar coberta da cabeça aos pés.
Adoro dias assim. Fazem-me dor de cabeça, é certo, mas gosto deles. Fazem-me lembrar África. Há dias em que a saudade faz doer o coração.
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