Slowdown

A barriga cresceu. Enchi caixotes. Mudei de casa. A barriga cresceu mais. Abri caixas. Disse olá a objectos queridos, adormecidos noutro lado há dois anos. Rearrumei móveis. Montei quartos de fresco. A barriga continuou a crescer. Fiz uma estante para colocar palavras preciosas. Mudei de escritório. 
E a barriga já não pode mais. Dois relógios biológicos começam a dar horas, forçando o metabolismo a abrandar, as pernas a doerem para obrigar a parar, o pulmões a pressionarem o peito para respirar mais devagar e-assim-impor-a-paragem-da-espera-final.
Venha ela porque eu preciso mesmo.

Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s