Esconjuro

Agora não quero. Aliás, não deixo. Tenho o direito de fazer o que me apetece. Não mexer uma palha, se for preciso. Ter ideias estapafúrdias à velocidade da luz, quando calha. Abrandar o ritmo e não me sentir obrigada a nada. Que me desculpem aqueles que não conseguem ver-me ao ritmo que desejariam ou com a frequência própria destes Estados de Graça. Não levem a mal mas só estarei quando me der na real gana. Abaixo as obrigações. Abanarei a cabeça em sinal de negação a qualquer imposição. Tenho o direito. Faz parte. É isso que desejo.
Ainda por cima, coisa inaudita, controlo conscientemente a culpa de não estar eternamente disponível, exigindo de mim própria o sentir na ponta de cada milímetro de pele o gozo de, por uma vez na vida ou pela primeira de muitas daqui para a frente, deixar que as coisas se façam sem mim, que alguém me mime, que alguém resolva, mesmo que não se antecipe como tantas vezes eu faço estupidamente, sabe-se lá para quê.
Há mudanças que valem a pena e nunca vêm tarde. 
Uma delas é sermos cada vez mais o nosso projecto para o completarmos de vez no dia em que formos realmente crescidos.

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