Duas, no máximo, três

Tenho necessidade. Preciso que apareças e sejas. Para que possa respirar melhor, andar depressa, correr como gosto e sentir-te para além de algo que empurra o meu ventre.
Tenho urgência. Sinto verdadeira urgência de te ver cá fora, olhar para ti, reconhecer no teu rosto traços meus, sinais do pai ou gestos de alguém.
Tenho impaciência. Impaciência real de te abraçar, sorrir para ti, ver-te crescer com a minha ajuda.
Tenho ansiedade. De não saber se me vais aparecer durante a noite, ao nascer de uma manhã limpa ou a meio da tarde para quebrar o ritmo.
A única coisa que não tenho é dúvida. Tenho a certeza que, muito antes do que diz a ciência, estarás cá fora, cumprindo uma tradição de crianças com avidez de viver neste mundo, cheias de gosto pela vida. Ou não fosses tu meu filho.
Faltam duas ou três semanas apenas. Não é verdade, Vicente?

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