O homem verde

Tinha trabalhado que nem um cãozinho a semana inteira. Entre o desespero de aprender a estudar, as dores de crescimento de uma nota perdida que vem mais baixa do que a concepção de si próprio, e muitas horas na dimensão da sua idade a queimar tempo com trabalhos de casa, o puto estava exausto e a precisar urgentemente de um doce.

Eram nove da noite quando as luzes se apagaram em sentido figurado: o écran mostrou, com efeitos de surround, as primeiras imagens da versão mais recente de Hulk. Os olhos do miúdo brilharam e fitaram-me em silêncio dizendo mil coisas. Borrifei no papel de mãe e entreguei-me ao outro papel de mãe. Encostei-o a mim e vibrei com ele viajando nos mistérios do verde. 
Deitou-se tarde e a más horas, cheio de aventuras na cabeça e um sorriso feliz nos lábios.
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