Mind the gap

Todos os anos faço questão de fazer uma viagem com o meu filho e os meus pais. Tenho a convicção de que os netos devem gozar os avós ao máximo; devem ter a oportunidade de absorver todo o seu conhecimento e experiência, até porque na condição de avô ou avó isso é muito mais agradável. Os pais sentem a responsabilidade de nos ensinar pelo que geralmente parece seca. Quando são os avós, é fantasia; são sótãos carregados de antiguidades que nos chegam em forma de fábulas. Não admira que as bocas se abram e os olhos sonhem: os pais dos nossos pais não nos transmitem conhecimento, contam-no. E isso transforma a realidade noutra coisa completamente diferente e muito mais incrível. Só que é verdade, razão pela qual depois podemos contá-la aos amigos e fazer grandes figuras com os avós que iam de barco para África e levavam dois meses in-tei-ri-nhos a lá chegar ou a bisavó indiana que casou com o capitão de mar e guerra…
Amanhã parto para Londres com os três. Em projecto, um fim-de-semana a  visitar as histórias da  Grande História. Na certeza de que pelo menos o meu filho voltará mais rico de família e os meus pais rejuvenescidos pela força do amor.

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