Meninas-a-rir

Pertencem à família das Curcubitáceas, a mesma da melancia, do melão, do chuchu e do pepino. São primas das courgettes e e as variedades têm nomes engraçados como Abóbora-seca, Baianinha, Abóbora-menina (uma das minha preferidas), Abóbora-chila, Abóbora-porqueira, Abóbora-almiscarada ou Abóbora-carneira. Eu gosto tanto delas que sempre que as vejo faz-me pena que as cortem porque as acho muito bonitas.
O facto é que as abóboras riem. É verdade, riem de muitas maneiras. Cortadas aos pedacinhos e deitadas em água a ferver, sorriem transformadas em sopa ou creme. Com menos água e bastante açúcar, dão gargalhadas em compota; e se lhes juntarmos pinhões, ficam mais finas e apreciam a companhia de um requeijão para ficarem contentes. Podem ser assadas, cozidas em bocados gigantes e untadas com manteiga e sal: continuam a rir na mesma. 

Do que eu não gosto mesmo é de histórias de bruxas, fantasmas e coisas sobrenaturais. Sou muito Alexandra-menina, confesso, sobretudo para essas coisas. Por isso, o Halloween na sua vertente negra, não me agrada nada. Só as abóboras de sorriso estampado na cara, e sobretudo as que o fazem com ar mais matreiro, me reconciliam com esta tradição que importámos à força dos Estados Desunidos da América. Mas é porque são abóboras, o legume mais gráfico do mundo que fica bem em qualquer lado e ainda por cima nos enche de vitamina A. E por A começam todos os ataques de riso e gargalhadas.
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